12.3.09

Uma espiadinha que satisfaz

Última eliminada do Big Brother Brasil, Maíra já pode entrar no rol de celebridades do mundo pornô. Só que ela não assinou contrato com nenhuma produtora de filmes. Um vídeo amador gravado em um celular mostra a ex-BBB fazendo sexo oral com o ex-marido, o jogador de futebol Marcelo de Faria.

O vídeo foca no rosto de Maíra, enquanto a felação rola solta, com direito aos barulhos característicos desse tipo de ato. Em determinado momento, Maíra olha para o então noivo e pergunta, com um sorriso no rosto: "O que você está fazendo? Você não está filmando não, né?"

Apareceu na Internet uma suposta segunda parte desse vídeo caseiro. No novo material, uma mulher aparece cavalgando sobre um homem. Os rostos dos dois não aparecem. O homem tenta filmar a cara da mulher, mas ela o impede. Segundo o site Sala Especial, Maíra e o ex-marido são os protagonistas da nova cena.

Maíra confirmou a autenticidade do vídeo do sexo oral, dizendo que "isso é uma coisa que qualquer pessoa casada faz". Segundo a ex-BBB, Marcelo fez a gravação, mas acabou tendo o celular roubado. O segundo vídeo começou a circular na Internet após a declaração de Maíra.

O Sala Especial traz os dois vídeos de Maíra, além de ensaios fotográficos da ex-BBB.

5.2.09

Se gritar "pega ladrão"...

Dois assaltantes que foram surpreendidos pelo sistema antifurto de um carro escaparam de ser linchados em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, no final da noite de anteontem. Adriano Tavares da Silva, de 22 anos, e Teófilo dos Santos Rodrigues Araújo, de 21, foram salvos por policiais militares quando começavam a ser espancados por cerca de 15 moradores do Parque Pinheiros. Um comparsa da dupla conseguiu fugir.

Os três assaltantes abordaram uma representante comercial de 49 anos na Rua Olavo Pezzotti, quando ela chegava em casa em seu Corsa Sedan Milenium. Armados com um revólver, os criminosos ordenaram que a motorista descesse do carro. Os bandidos aceleraram para fugir, mas o veículo parou duas quadras à frente por causa do sistema antifurto. “Pega ladrão”, gritou um dos vizinhos que presenciou o crime, chamando a atenção de outros moradores.

Os assaltantes desceram do carro rapidamente. O criminoso armado conseguiu fugir. Segundo a PM, Adriano e Teófilo não queriam deixar o local com as mãos vazias e tentaram pegar os pertences da motorista que estavam no carro, mas acabaram agarrados pelas testemunhas. Uma equipe da 2ª Companhia do 36º Batalhão da PM chegou no local no momento em que os dois ladrões apanhavam dos moradores. A dupla sofreu algumas escoriações e foi levada para o 1º DP da cidade.

22.1.09

Ladrões roubam cofrinho de criança

Uma quadrilha invadiu um prédio e roubou até o cofrinho do filho de 8 anos de um dos moradores, no Brás, Zona Leste de São Paulo. O crime ocorreu no Edifício São Paulo, na Rua Rubino de Oliveira, no final da noite de segunda-feira. Os quatro assaltantes foram presos, depois de roubar apenas um apartamento. Com eles, a polícia apreendeu uma pistola calibre 380. Segundo as vítimas, os criminosos chegaram a apontar a arma para a cabeça de algumas crianças e também ameaçaram cortar o dedo de um rapaz com uma tesoura.

Apesar da porta do prédio estar apenas encostada, o bando aproveitou a chegada de um amigo de um dos moradores para entrar no local. O visitante foi dominado e levado para o apartamento de um eletricista de 36 anos, onde também funciona uma pequena oficina de costura. Depois de render os funcionários do eletricista, os bandidos começaram a perguntar se no imóvel tinha dólares. "Colocaram a arma na cabeça de três crianças, uma de três anos e meio e as outras de 7 e 10 anos", disse o eletricista, que pediu para não ser identificado.

O eletricista estava em uma lanchonete no momento do crime, mas ficou sabendo detalhes do roubo por meio de seus funcionários. Além das três crianças, no local estavam dois adolescentes, de 13 e 14 anos, e quatro adultos. "Eles pegaram uma tesoura da oficina e ameaçaram cortar o dedo de um rapaz de 20 anos", relatou o eletricista. Não havia objetos de valor na casa. "Minhas cinco máquinas de costura são baratas", observou o morador.

Além do cofrinho, contendo R$ 77 em moedas de R$ 1, os ladrões roubaram R$ 62 em notas, um par de tênis e oito telefones celulares. Os bandidos se apoderaram de um pote de metal, imaginando que ele continha algum objeto de valor. Mas dentro do recipiente havia apenas uma calcinha. Testemunhas ligaram para a Polícia Militar, que surpreendeu o bando ainda no local do crime. Um dos bandidos subiu até a cobertura do prédio de sete andares e tentou fugir saltando para uma sacada, mas acabou detido.

Os assaltantes foram identificados como Alexsandro Mesquita dos Santos, de 22 anos, Carlos Alberto, de 25, Rodrigo de Almeida Geovanine, de 24, e Marcelo Lino dos Santos, de 25. A quadrilha foi autuada em flagrante no plantão do 12º DP (Pari). O eletricista disse que guarda as moedas no cofrinho em formato de bujão para o filho de 8 anos, que mora com a mãe em Brasília. O menino costuma usar o dinheiro quando vem para São Paulo visitar o pai. "Ele ia ficar muito chateado se levassem o cofrinho embora", afirmou o eletricista.

21.1.09

Grandes lances do campeonato paulista


O Campeonato Paulista de Futebol de 2009 começou hoje. Mondo Cane espera que os fotógrafos consigam boas imagens como essa acima, feita ano passado por Tom Dib para o site FotoSalada.

Taxista vendia drogas "delivery" em bairros de bacanas


A Polícia Militar prendeu um taxista que vendia drogas "delivery" para clientes de bairros como Jardins e Itaim Bibi, na Zona Oeste de São Paulo. José Carlos Minervino de Souza, de 48 anos, usava um táxi de frota para entregar os entorpecentes para os usuários que ligavam para o celular dele. Dentro do veículo foram apreendidos 18 micropontos de LSD e 13 trouxinhas de maconha. Ele foi autuado em flagrante por tráfico de drogas no plantão do 15º Distrito Policial (Itaim Bibi).

Três policiais militares da Rocam (Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas) do 23º Batalhão suspeitaram de José Carlos no cruzamento das ruas Joaquim Floriano e Bandeira Paulista, no Itaim Bibi, por volta das 21h de anteontem. "Ele estava falando no celular, parado com o táxi de vidros escuros em local proibido", afirmou o soldado Márcio Nicoleti. Ao revistar o carro, os policiais encontraram um sacola plástica sobre o bando de passageiro. A droga estava dentro da sacola.

"Em 20 minutos, atendi cerca de cinco ligações no celular dele. Todas eram de clientes solicitando droga", comentou Nicoleti. Nos telefonemas, os usuários não pediam a droga diretamente, mas o diálogo não seria de quem estava interessado em uma corrida. "Você tem? Traz aqui na Avenida Santo Amaro", solicitou um dos clientes, de acordo com o soldado. A polícia acredita que, ao ser preso, José Carlos estava esperando um dos clientes do Itaim Bibi.

De acordo com a PM, o taxista teria admitido que fazia entrega de drogas havia um ano. "Ele alegou que a diária de R$ 100 do táxi era muito cara", disse Nicoleti. José Carlos não informou quanto ganhava com o serviço "delivery" de entorpecentes. O celular de José Carlos foi apreendido pela Polícia Civil, que deve investigar as ligações da clientela do taxista. O carro seria entregue para um filho de João Carlos, que iria devolver o veículo para a empresa de táxi de frota. O taxista não tinha antecedentes criminais.

20.1.09

BBB9: Uma história muito mal amarrada

Uma sósia perfeita. Essa seria a explicação para a grande semelhança entre a Priscila, participante da 9ª edição do Big Brother Brasil (BBB), e uma modelo que aparece em um site de bondage (fetiche que consiste em amarrar mulheres com cordas) identificada como Mel. As duas fotos acima faziam parte do site Bound Brazil, que retirou o material do ar após os internautas espalharem as imagens em blogs e comunidades do Orkut.

Procurado pela imprensa para comentar o assunto, o fotógrafo Tchello Caramori, amigo de Priscila, afirmou que a morena da foto e a integrante do BBB não são a mesma pessoa. Tchello foi quem fez fotos de Priscila para o site Mochileiras. Mesmo negando que Priscila não é Mel, a família da morena exigiu que o site tirasse as imagens do ar. Do contrário, o responsável pela página seria processado e veria o mel virar fel.

7.1.09

Revista Caras não despreza atriz pornô

O caderno Ilustrada, da Folha de S.Paulo, do primeiro dia de 2009 foi um desbunde. A primeira página do caderno de cultura trouxe uma matéria bem-humorada do jornalista Ivan Finotti sobre o mercado de filmes pornôs estrelados por (pseudo)celebridades. A matéria principal pode ser conferida na Folha Online. Já a entrevista que Finotti fez com Leila Lopes só pode ser conferida por assinantes da Folha, mas Mondo Cane a reproduz abaixo.

Leila Lopes estrela segundo filme pornô e programa na TV paga

DA REPORTAGEM LOCAL

Ela abalou o mundo do cinema erótico -e também o das novelas globais- quando aceitou fazer um filme de sexo explícito pela Brasileirinhas. Um filme que virou três, porque tinha diálogo demais, coisa rara nesse gênero. E Leila Lopes, 39, a eterna professorinha Lu da novela "Renascer" (1993), sabe que abalou. "Pecados e Tentações", o primeiro, lançado há seis meses, vendeu mais de 20 mil cópias. A segunda parte, "O Pecado sem Perdão", sai agora no início do ano. Além disso, estreia no dia 7 o programa "Calcinha Justa" no canal Sexy Privê Brasileirinhas, na TVA. Confira na entrevista abaixo.

FOLHA - Você foi um divisor de águas do mercado pornô?

LEILA LOPES - Mexi com esse mercado. Fui bem atrevida e uma das ideias era essa, mexer com a cabeça das pessoas. Perdemos muito dos EUA e da Europa, onde as pessoas têm a cabeça mais aberta e outra visão do sexo. Lá, os atores são tratados com respeito. Aqui existe uma hipocrisia imensa, e queria mexer com essa hipocrisia.

FOLHA - Seu filme foi o primeiro a ter um roteirista. Esse que sai neste mês é uma continuação?

LEILA - Minha condição de aceitar é que fosse feito um filme mesmo, com história, diálogos etc. Mas, por causa disso, ficou tão grande que teve de ser dividido em três partes. Esse que sai agora é a segunda parte.

FOLHA - Então fez um filme só?
LEILA - Nesse mercado, você assina contratos por cenas de sexo. No meu caso, fiz seis cenas. A produtora escolhe como utilizar. Escolheram colocar duas cenas minhas em cada filme.

FOLHA - Você só atuou ou se envolveu na produção?
LEILA - Palpitei em tudo. Contratamos um elenco de verdade para atuar como minha família no filme. E havia o elenco da Brasileirinha. Esses tiveram que aprender a atuar e ficaram nervosos! Eu dizia: "Contenha-se, não fala nada agora, não urra, não diz palavrão" [risos].

FOLHA - Como a família viu isso?
LEILA - Tive três casamentos, mas não tenho mãe, pai, marido nem filho. Meus irmãos e sobrinhos têm na cabeça que sou a mesma Leila, com o mesmo caráter. E não seria esse filme que tiraria isso de mim.

FOLHA - Sentiu preconceito de colegas da TV?
LEILA - Zero de preconceito. Quando encontro, me abraçam, me mandam mensagens, tudo normal. Minhas amizades continuam iguais, Bruno Gagliasso, Deborah Secco, Solange Frazão, ninguém toca no assunto, ninguém deixa de me convidar para aniversário. Nem mesmo a revista "Caras" deixou de falar comigo [risos].

O violento
Mas a melhor entrevista feita com Leila Lopes até hoje, desde que ela decidiu levar seus dotes artísticos ao mundo da pornografia, é de autoria do jornalista Fausto Salvadori, do blog Boteco Sujo. "A imprensa, com exceção de você (Fausto), que foi o mais violento nas perguntas, está sendo extremamente delicados e queridos comigo. (...) Nossa, que perguntas! Nenhum dos jornais, nenhuma das revistas perguntou isso até agora", reclamou a ex-professorinha, que não gostou de ser questionada se tinha feito sexo anal e outras brincadeiras nas cenas que gravou para a Brasileirinhas. Confira essa peleja aqui.

5.1.09

Retrospectiva: falso judeu rouba rabino

Mondo Cane traz a partir de hoje uma pequena retrospectiva dos casos curiosos acompanhados pelo blog e que, por falta de tempo, não foram postados aqui. Por conta desse caso, alguns membros da comunidade judaica passaram a treinar kung-fu para se defender de larápios, como mostra a foto acima.

Depois de roubar a casa de um rabino de 67 anos na Rua Haddock Lobo, nos Jardins, bairro nobre de São Paulo, o assaltante Reinaldo Rodrigues, de 30 anos, tentou se passar por judeu para não ser preso pela Polícia Militar. Ele chegou no imóvel da vítima trajando terno e gravata e deixou o local com o chapéu do rabino, mas foi desmascarado porque não se parecia com um judeu ortodoxo. Dois comparsas de Rodrigues conseguiram fugir. Com o falso judeu foi apreendida uma pistola de brinquedo e a maior parte do material roubado, entre dinheiro, talões de cheques e um computador.

Os três ladrões dominaram o rabino A.A.I. (que pediu para não ser identificado) no momento em que ele chegava em casa, na noite de 11 de fevereiro de 2008. Além da pistola de brinquedo, o trio estava armado com dois revólveres. Um dos bandidos deu uma coronhada na nuca do rabino, que teve as outras duas armas apontadas para a cabeça, uma de cada lado. Os assaltantes amarraram as mãos da vítima com um pedaço de pano e a obrigaram a ficar com a cabeça abaixada na direção de uma mesa. Os criminosos passaram a separar os pertences do rabino e colocá-los dentro de uma mala e de uma mochila.

Quase meia hora depois, o rabino disse que estava aguardando visita de amigos judeus, que iriam participar de uma reunião na casa dele, e pediu para os criminosos irem embora, caso não quisessem ser surpreendidos. Um dos bandidos ordenou que a vítima ligasse para um de seus amigos e pedisse para que ninguém se aproximasse da casa. O rabino fez duas ligações para um comerciante de 34 anos, que também não quis se identificar. Na primeira, a vítima falou: "Tem gente na minha casa. Eles não querem sair antes que vocês se afastem". O amigo do rabino, que já estava perto do local, ficou sem entender nada.

A segunda ligação ocorreu depois que os criminosos viram o carro do amigo da vítima sendo estacionado perto do imóvel. "Seu carro está aqui em frente. Tira o carro que os caras não querem sair", falou o rabino para o comerciante. Depois dessa frase, dita em português, o rabino falou "me ajuda" em hebraico. "No começo não pensei que pudesse ser um assalto, mas achei estranho porque o rabino nunca fala em português comigo", disse o comerciante, que preferiu ligar para a Polícia Militar por precaução e alertar sobre um roubo em andamento.

Dois policiais militares em motos chegaram no local em poucos minutos. Nessa hora, o assaltante tinha acabado de sair da casa, carregando uma mala na mão e usando o chapéu do rabino. "Ele transpirava muito, mostrando que estava nervoso. Isso chamou nossa atenção", disse um sargento do 2º Batalhão de Choque da PM. Durante a revista, os policiais encontraram cerca de US$ 200 dentro da cueca do assaltante. "O criminoso disse que era judeu, mas não tinha nenhum sotaque", observou Destro. O comerciante apareceu e já desmascarou Rodrigues. "O ladrão tinha uma barba rala. Só judeus com barba longa podem usar esse chapéu", explicou o amigo do rabino.

Dentro da mala foram encontrados oito relógios de bolso, um monitor de computador LCD, dois telefones sem fio, cerca de 20 talões de cheque, R$ 3 mil, 15 euros, 20 francos, 3 mil liras e 25 pesos argentinos. Os dois comparsas de Rodrigues conseguiram fugir num táxi, levando uma mochila com alguns objetos, entre eles um computador portátil. Segundo a polícia, Rodrigues tem extensa ficha criminal, com cerca de cinco metros e passagens por roubos, furtos e até homicídios, já cumpriu 11 anos de cadeia e estava foragido da justiça.

Amigos do rabino desconfiam da participação de um motorista que trabalhou na casa durante sete anos e foi mandado embora há cerca de dois meses após roubar dinheiro. Segundo o comerciante judeu que ligou para a PM, o rabino relatou que um dos criminosos deixou essa suspeita no ar, ao afirmar a seguinte frase durante o assalto: "Você sabe quem mandou a gente aqui". Um homem branco e outro negro conseguiram fugir de táxi. Eles não trajavam terno e gravata como Rodrigues. O caso foi registrado no 78º Distrito Policial (Jardins).

No dia seguinte, o sargento foi procurado pelos jornalões de São Paulo e inventou que tinha desmascarado o falso judeu por ser um profundo conhecedor do judaísmo. Ele esqueceu de mencionar que contou com a ajuda do amigo do rabino, que desconfiou da barba rala do criminoso. "Eu nunca ia saber dessa diferença de barba. Para mim, judeu é tudo igual", confidenciou o sargento para Mondo Cane, antes de se passar por um especialista em judaísmo para outros veículos de comunicação.

25.11.08

Dez! Nota Dez!

O historiador Denilson Monteiro lança hoje a biografia Dez! Nota Dez! Eu Sou Carlos Imperial na Casa do Saber, na Rua Doutor Mário Ferraz, 414, no Itaim Bibi, Zona Oeste de São Paulo. A sessão de autógrafos acontece das 19h às 22h.

Para saber mais sobre as dificuldades de Denilson para escrever o livro, leia a entrevista que o escritor concedeu para a Zingu, excelente revista eletrônica de cinema brasileiro, em setembro deste ano. O bate-papo entre o historiador e a Zingu pode ser conferido aqui.

A Zingu já havia organizado em abril um dossiê sobre o faz-tudo Carlos Imperial. Também não deixe de ver a seleção feita pela Zingu das críticas dos filmes dirigidos por Carlos Imperial, clicando aqui.

5.11.08

Não era só a bruxa que estava solta...

No lugar de bruxas com vassouras, atrizes de filmes pornô. Para comemorar o dia das bruxas e também divulgar sua marca, a produtora Exxclusive realizou o 1º Halloween Erótico em uma casa noturna de Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo, na madrugada do último dia 31. A produtora já havia organizado em julho o “Arraiá do Prazer”, uma festa caipira fora de época com estrelas dos filmes adultos.

Mulheres, atrizes pornô ou não, circulavam no local vestidas de bruxas, demônias ou apenas com o corpo pintado. Um dos grandes momentos da festa foi a performance da atriz Anita Ferrari, que fez os homens correrem para o meio da pista para vê-la de perto “contracenando” com uma outra estrela. “Foi uma dança sensual”, minimizou Anita, que disse gostar de filmes de terror. “Adoro Jogos Mortais”, afirmou.

Em vez de jogos mortais, o que se viu no Halloween Erótico foram jogos sensuais. Uma atriz puxou um rapaz do público e o jogou contra uma cadeira suspensa para poder iniciar uma sessão de tortura. A “vítima” permaneceu com os olhos vendados, enquanto a torturadora aplicava tapas em seu rosto ou arranhava seu peito com as unhas. Entre um castigo e outro, a atriz sentava no colo do infeliz.

Agraciada com o troféu AVN 2007 (considerado o Oscar da indústria pornográfica norte-americana) por vencer na categoria “melhor performance feminina estrangeira”, Monica Mattos teve que posar para fotos ao lado dos fãs. Ela estava fantasiada de viúva. “Agora estou solteira”, revelou Mônica, cujo filme de terror de cabeceira é O Exorcista.

Não perca daqui alguns dias a segunda parte da cobertura do 1º Halloween Erótico feita por Mondo Cane.
Na primeira foto, Anita Ferrari e amiga; acima, Monica Mattos de viúva sensual e, ao lado, atriz "tortura" cidadão com a mão fraturada. As fotos foram feitas por Thiago Vieira. Outras imagens da festa podem ser acessadas no blog dele.

5.10.08

Kid Bengala, um ator pornô metido com a política

Revelado para o grande público há pouco mais de três anos em filmes pornôs da produtora Brasileirinhas, o santista Clóvis Basílio dos Santos, de 53 anos, mais conhecido como Kid Bengala, resolveu penetrar no mundo da política. Ele é candidato a vereador em São Paulo pelo Partido Popular Socialista (PPS), o mesmo da Soninha, que concorre ao cargo de prefeita. Mas de nanico, Kid Bengala só tem o partido. O tamanho de sua ferramenta de trabalho - que seria de 33 centímetros de comprimento - faz parte do número que o eleitor de Kid Bengala terá que digitar amanhã na urna eletrônica (Mondo Cane não publica o número do candidato por ser um blog apolítico). Abaixo segue uma entrevista que o candidato concedeu recentemente ao site da Adult Entertainment Broadcast Network:

AEBN: O que você gostaria de ter feito profissionalmente se não fosse ator pornô?
Kid Bengala: Tinha o sonho de ser engenheiro mecânico. Eu era um garoto inteligente e me formei como melhor aluno do curso de mecânica industrial do SENAI aos 17 anos.

AEBN: Você é pré-candidato à câmara municipal de São Paulo pelo Partido Popular Socialista (PPS). Por que quer entrar na política?
Kid Bengala: Fico tão frustrado ao ver as desigualdades sociais que decidi tentar fazer alguma coisa para ajudar as comunidades carentes. Para mim, ajudar as pessoas é algo gratificante. Se me tornar vereador da cidade de São Paulo, quero proporcionar arte e lazer aos jovens da periferia. Acredito que isso é o que os desvia da violência e da criminalidade.

AEBN: Alguma objeção do PPS quanto a sua carreira pornográfica?
Kid Bengala: Não. No começo, até achei que isso seria um problema, mas o partido me recebeu de braços abertos e tem me apoiado bastante.

AEBN: Você tem religião?
Kid Bengala: Sim, sou evangélico e vou ao culto todas as sextas e domingos. Acho que as pessoas que freqüentam a igreja sabem que sou ator pornô, mas, não acho que isso seja um problema para eles. Ninguém nunca tocou no assunto comigo.

AEBN: Como foi sua primeira experiência sexual?
Kid Bengala: Eu era uma criança quando transei pela primeira vez. Ela era bem mais velha que eu e se chamava Sueli. Morávamos na mesma rua e, depois da primeira vez, passamos a transar quase todos os dias por uns três anos.

AEBN: O que mais lhe atrai em uma mulher?
Kid Bengala: Adoro louras, mulheres casadas e mulheres peludinhas. Ao contrário da maioria, sou contra esta moda de depilação!

AEBN: Qual é sua fantasia sexual?
Kid Bengala: Tenho uma fantasia voyeur, que chamo de “tesão de corno”. Fico excitado ao observar minha mulher transando com outro homem. Mas, tem de ser uma mulher com a qual eu esteja envolvido emocionalmente, uma namorada. Já tive a oportunidade de fazer isso antes e quero tentar de novo, assim que estiver em um relacionamento.

AEBN: Como é o sexo longe das câmeras?
Kid Bengala: Na vida pessoal, eu sou um cara romântico. Gosto muito de preliminares e de estar dentro o tempo todo. Minha posição favorita é “papai e mamãe”, pois curto beijar e olhar para minha parceira durante o orgasmo.

AEBN: Você alguma vez já fez ou toparia uma ação gay ou com um travesti?
Kid Bengala: Não. Eu não faria por causa da minha família e, também, porque sou maluco mesmo é por mulher. Já tive relação sexual com mais de 300 mulheres, mais parei de contar 5 anos atrás.

AEBN: Você acha que um homen é gay se ele tiver relações sexuais com um travesti?
Kid Bengala: Não. Acredito que o interesse sexual não interfere na sexualidade do homem. Conheço alguns caras que fazem cenas com travestis que não são gays. Pelo contrário, eles que são felizes, pois sentem prazer pelos dois lados.

AEBN: Algo mais que você não curte na cama?
Kid Bengala: Além de não transar com homens, como disse, não gosto quando as mulheres querem fazer o chamado “fio terra” em mim (ele se refere ao ato da parceira introduzir o dedo em seu ânus). Outra coisa que também não curto é sexo anal e “anilingus” nas garotas (ato de inserir a língua no ânus da parceira).

AEBN: Você acha que é possível encontrar amor no meio pornô?
Kid Bengala: Apesar de eu nunca ter me envolvido com uma colega de trabalho, acho que é possível sim.

AEBN: Você se preocupa em contrair AIDS?
Kid Bengala: Sim, o tempo todo. Faço o exame pré-nupcial todos os meses, que detecta todas as doenças sexualmente transmissíveis, além de HIV.

AEBN: Qual foi a experiência mais estranha que você já viveu como ator pornô?
Kid Bengala: Ao fazer uma cena de sexo oral em uma garota hermafrodita, me assustei com o enorme clitóris que ela tinha. Jamais tinha visto aquilo antes! O “grelinho” dela era quase do tamanho do meu dedo mindinho. E quanto mais eu o sugava, maior ainda ficava! Foi, certamente, uma experiência diferente!

AEBN: Você é um dos atores pornô mais bem-dotados do mercado. Tamanho em excesso também é problema?
Kid Bengala: Normalmente, não. Houve apenas um caso, no entanto, meio complicado. Eu me preparava para fazer uma cena anal com uma garota de 19 anos e acabei exagerando na dose do medicamento para ereção prolongada que uso de vez em quando. Meu pênis ficou duro com uma pedra e foi uma penetração difícil tanto para mim, quanto para a garota. Nós dois gritávamos ao mesmo tempo de tanta dor! Fiquei de molho por quatro dias depois disso... Sempre consigo introduzir todo o pênis dentro das garotas. A elasticidade da vagina é uma coisa surpreendente!

AEBN: Algum arrependimento?
Kid Bengala: Arrependo-me de ter sido infiel à minha primeira esposa.

AEBN: Se você pudesse “pegar” qualquer mulher no mundo, quem escolheria?
Kid Bengala: Essa está na ponta da língua: Gisele Bündchen!

AEBN: Se você tivesse que escolher entre o dinheiro e o amor, o que você escolheria?
Kid Bengala: Com certeza dinheiro, porque você consegue viver sem amor, más definitivamente não vive sem dinheiro.

AEBN: O que você considera ser sua maior virtude?
Kid Bengala: Sou uma pessoa muito amiga, gosto muito de ajudar as pessoas.

Vídeo mostra Carol Miranda desistindo de cena de sexo anal

Carol Miranda geme enquanto faz sexo anal durante a gravação de uma das duas cenas do filme "Fiz Pornô, Continuo Virgem", da Sexxxy World, que será lançado no começo do mês que vem. De repente, ela se levanta da cama, deixando o ator sozinho, ainda em ponto de bala.
- Pára, pára! Não, pára! Não dá! Chega! Eu não quero. Eu não tô aguentando. Pára! Desliga.
Alguém (provavelmente o diretor) pergunta para Carol, por trás da câmera: - Por quê?
- Eu não tô aguentando, nossa, muita dor. Pára, não dá!
- Mas tá rolando legal, meu.
- Não, não dá, tô com muita dor.
Outra voz masculina aparece de fundo, parecendo alertar o diretor: - Eu falei para você.
Carol volta a reclamar com o diretor: - Não, não quero. Eu nunca fiz. Tá doendo demais.
- O jeito é dar a buceta então.
- Não, a buceta não, nem pensar.
- Mas se a gente quebrar seu cabaço na cena e pagar mais?
- Não, nem adianta.
Carol abandona o set e se tranca no banheiro.

A cena descrita acima foi obtida com exclusividade pelo Sala Especial, site parceiro deste Mondo Cane.

22.9.08

Uma família nada virgem em estratégia de marketing

Uma virgem estrelando um filme pornô? É o que promete a produtora Sexxxy com a contratação de Carol Miranda, a falsa sobrinha de Gretchen. O nome do filme será “Fiz Pornô e Continuo Virgem”, no qual Carol Miranda fará apenas uma cena de sexo anal.

Carol Miranda apareceu na mídia há quatro meses, apresentada por Gretchen como uma sobrinha que iria ser sua sucessora ao título de “rainha do bumbum”. Segundo o site Ego, a moça é sobrinha do atual marido de Gretchen.

Essa história lembra outra do clã Gretchen, quando a filha da cantora, Thammy, apareceu no primeiro semestre de 2007 na mídia com uma bela morena, dizendo ser sua namorada. Era Júlia Paes, que já seguia a carreira de atriz pornô.

Tudo levou a crer que era um golpe de marketing, pois algum tempo depois Thammy e Júlia apareceram juntas na revista Premium, que mais para a frente ainda lançou uma revista-poster com as duas. O casal também estrelou um filme pornô, meses depois de Gretchen debutar no seu.

Seria a virgindade de Carol Miranda mais um golpe de marketing do clã Gretchen? Dessa vez, isso será algo muito difícil de provar.

17.9.08

Um mês sem Sady Baby

Ontem completou um mês do suposto suicídio de Sady Baby. De acordo com a mãe de seu filho mais novo (o cineasta dizia ter uns 35 filhos), Sady saltou de uma ponte e foi engolido pelo Rio Uruguai, na divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A atitude teria sido tomada porque o cineasta andava preocupado com o que poderia vir a acontecer com ele juridicamente após a apreensão de seus dois últimos filmes pela Polícia Federal. Até agora o corpo de Sady não apareceu. Sem corpo, não existe suicídio.

Foto cagüeta
Essa história do Sady me fez lembrar de outra contada pelo fotógrafo José Maria da Silva, que atuou por décadas no falecido periódico Notícias Populares. Zé relatou-me que a Polícia Civil não podia autuar um acusado em flagrante por homicídio porque o cadáver tinha desaparecido do local do crime. O corpo havia sido levado embora por uma enchente. E sem o corpo, não havia a prova do homicídio. Para a sorte da polícia, Zé Maria tinha tirado uma foto do presunto antes dele ser arrastado pela enxurrada. A fotografia foi usada como prova e o acusado, levado para trás das grades.

9.8.08

Regininha, a ex-coleguinha

A ex-louraça belzebu provocante não quer mais ser colega de carreira dos escribas de Mondo Cane e do Boteco Sujo, que aparecem na foto ao lado, feita por Bianca Alves

Em janeiro de 2007, Regininha Poltergeist disse que aceitou fazer seu primeiro filme, "Perigosa", porque precisava de dinheiro para pagar a faculdade de jornalismo. Na noite de anteontem, na festa de lançamento de seu segundo filme, "Sex City", em uma casa noturna de Moema, na Zona Sul de São Paulo, Regininha disse que freqüentou as aulas somente por três meses na Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro. Ela resolveu trancar o curso ainda em 2007. "Não sei se vou retomar o curso de jornalismo", afirmou para Mondo Cane a loira, que despontou dançando sensualmente nos shows do cantor Fausto Fawcett no início dos anos 90.

No ano passado, Regininha alegou que queria estudar jornalismo porque "adora escrever e queria fazer reportagens para ajudar as pessoas". Agora ela mudou de idéia, depois que voltou a aparecer na mídia, depois de uma década longe dos holofotes. "Como personalidade, eu não me acostumaria a fazer o papel do lado oposto, apesar de achar o trabalho (de jornalista) interessante", afirmou, sem modéstia. Regininha não quis revelar quanto recebeu de cachê pelos dois filmes. "Posso dizer que foi um dinheiro bom", despistou. Ano passado, ela classificou o cachê como "milionário".

O lançamento do novo filme de Regininha, que tem pelo menos uma cena inspirada no filme americano "Sin City", de Robert Rodriguez e Frank Miller, aconteceu na casa noturna Stage Urbano. O trailer de "Sex City" mostrou que a loira está mais à vontade nas quatro cenas de sexo com atores diferentes, ao contrário de sua tímida atuação no primeiro filme. "A primeira vez é mais difícil para tudo na vida", filosofou. Na festa, Regininha mostrou seu lado funkeiro e cantou "Funk da Brasileirinhas", em homenagem à produtora de seus filmes pornôs, e "Kátia Flávia", sucesso de Fausto Fawcett. Era playback, mas a loira soltou a voz. "Sou Brasileirinha e não uso calcinha".

6.8.08

Lei seca diminui programas sexuais

Garotas de programas e travestis afirmam que estão na seca sexual por causa da lei que impede motoristas de dirigirem após umas doses de goró

Não são apenas os donos de bares que reclamam da diminuição do número de fregueses depois da criação da lei seca. Profissionais do sexo, como garotas de programa e travestis que fazem ponto nas ruas, afirmam que a clientela deles reduziu bastante com a medida que restringiu o consumo de bebidas alcoólicas de motoristas. Quem sobrevive com a prostituição diz que o faturamento caiu mais de 50%.

"Antes eu fazia quatro programas por noite nos finais de semana. Poderia fazer mais, mas esse era o meu limite. Hoje para conseguir fazer um programa está uma dificuldade", compara Renata, de 27 anos, que não quis dizer o sobrenome e pediu para não ser fotografada. Na madrugada da última sexta-feira, Renata esperava por seus clientes parada em uma esquina da região da Rua Augusta, tradicional ponto de prostituição do Centro de São Paulo. "O movimento caiu bastante porque nossos clientes bebem e dirigem", afirma.

Outras prostitutas concordam com Renata, mas preferem evitar a equipe de Mondo Cane. Renata não lamenta a queda do rendimento que obtém como garota de programa , pois trabalha há um ano na função de babá, ganhando um salário mensal de R$ 800. Ela diz que começou a se prostituir no começo deste ano, depois que o marido foi preso, para aumentar a renda do mês. "Tenho uma filha de 10 anos para sustentar e ainda ajudo minha família". Renata cobra R$ 100 por programa, com duração que varia de meia a uma hora.

Na Avenida Indianópolis, no Planalto Paulista, Zona Sul da capital, os travestis também relatam que a lei seca entrou em conflito com a atividade deles, pois a clientela chega por lá de carro depois de tomar umas e outras. "No nosso caso, é bom sair com homem bêbado. É mais fácil tirar dinheiro", diverte-se Bruna Ribeiro, de 28 anos. Depois de passar um ano na Itália, nas cidades de Rimini e Milão, Bruna voltou a trabalhar nas ruas de São Paulo há quatro meses. "Fazia uma média de cinco programas. Caiu 50%", observa Bruna.

Há três anos ganhando a vida na Indianópolis, o travesti Flávia Assunção, de 22 anos, conta que os clientes já admitiram ter sumido da área por causa da lei seca. "Eles comentam que têm medo de sair e acabar tomando uma multa", diz. Flávia acredita ser raro o cliente que não bebe antes de procurar um travesti. "Muitos têm vontade de vir bêbados, pois ficam bem soltinhos", brinca Flávia, que em dias melhores jura ter feito oito programas. "Antes a gente fazia dois programas em poucas horas. Para conseguir essa quantidade, temos que ficar a noite inteira aqui". O preço dos programas com os travestis varia de R$ 100 a R$ 1 mil.

2.8.08

O cinema volta à Boca do Lixo

Veterano ator e cineasta, que mantém seu escritório há 50 anos na região, quer resgatar a memória do cinema paulista

A partir de amanhã, a Rua do Triunfo, na Santa Ifigênia, região central de São Paulo, vai se transformar em uma sala de cinema ao ar livre em todos os domingos do mês de agosto. A iniciativa é da “Associação São Paulo, a Cidade e o Cinema”, presidida pelo amigo Rodrigo Montana, que já teve sua história contada aqui em Mondo Cane no ano passado.

Montana vai exibir a cada domingo um dos vários filmes que fizeram parte da história do cinema paulista e que foram produzidos ali mesmo na região, na grande maioria das vezes de forma independente. Os cinco primeiros filmes foram feitos entre os anos 50 e 70. Se o projeto for um sucesso, uma nova leva de obras ganhará a Rua do Triunfo no próximo mês. Para isso, Montana espera que os fãs do Cinema da Boca compareçam em peso no evento. “A presença do público no primeiro dia fará diferença”, diz Montana.

Para homenagear a comediante Dercy Gonçalves, que morreu no mês passado, amanhã será exibido “A Grande Vedete”, filme de 1958. Produzido pela Cinedistri, empresa cinematográfica que até hoje está sediada na Rua do Triunfo, "A Grande Vedete" foi o segundo e último filme de Dercy Gonçalves dirigido pelo mestre das chanchadas Watson Macedo (1918-1981), que no ano anterior havia feito com ela "A Baronesa Transviada".

No segundo domingo de agosto, será a vez da exibição de "O Vigilante Rodoviário". Trata-se do primeiro seriado criado para a televisão brasileira e da América Latina. “O Vigilante Rodoviário” foi ao ar em 1961, pela TV Tupi. A série foi criada pelo cineasta Ary Fernandes. Ao lado do pastor alemão Lobo, o policial percorria as estradas a bordo de um Simca Chambord amarelo ou uma moto Harley-Davidson ajudando as pessoas.

Em 17 de agosto, o público poderá conferir "D'Gajão Mata para Vingar", faroeste dirigido em 1971 pelo cineasta José Mojica Marins, o Zé do Caixão. Na semana seguinte mais um faroeste invade a tela da Rua do Triunfo, só que agora para fazer o público gargalhar. No dia 24 de agosto, Mazzaropi ganhará a tela com "O Grande Xerife", de 1972.

E finalmente, no dia 31 de agosto, a Rua do Triunfo mostrará o primeiro filme da dupla Chitãozinho e Xororó, "No Rancho Fundo", de 1971. O público deverá rir bastante mais uma vez com as atuações de Nhá Barbina, Simplício e Saracura. O cineasta Carlos Reichenbach está no elenco de “No Rancho Fundo”.

“Vamos mostrar filmes populares para atrair o povão para a Rua do Triunfo, o pólo do cinema paulista”, afirma Montana. Os filmes serão exibidos, a partir das 18h, em um telão montado no trecho próximo ao número 134 da Rua do Triunfo, onde fica o prédio da Cinedistri, empresa do cineasta e produtor Aníbal Massaíni.

30.7.08

Quanto mais carne, melhor!

A matéria que você vai ler abaixo (assim como as fotos que a ilustram) foi publicada no jornal carioca Extra do último domingo e comprova que macho que é macho gosta de mulher encorpada. Nos próximos dias, Mondo Cane vai lançar a série "Grandes bundas da história".

Esqueça a dieta do alface, a vergonha do bumbum saliente e o sutiã que deixa o decote discretíssimo. O sucesso da Mulher Melancia e de Sabrina Boing Boing nas páginas de revistas masculinas - a morena emplacou dois ensaios e a loura estampou a seção Happy Hour da revista "Playboy" de julho - prova que nunca as fantasias dos homens valorizaram tanto a abundância. No gosto do povão, mulheres leves como plumas podem ficar até bem nas passarelas. Mas, se o assunto é fetiche, os homens querem mesmo é "sustança".

- Pior coisa do mundo é pegar em osso. Meu sonho é fazer embaixadinha para a Mulher Melancia. Ela é show de bola - diz o malabarista Marcelo Ribeiro, de 38 anos.

Medidas parecidas
Enquanto os 116 cm de quadril de Andressa Soares, a Melancia, ampliaram as dimensões do maior fetiche nacional, o bumbum, Sabrina Boing Boing, com 109 cm de busto, sabe que suas medidas causam espanto. Mas diz que viu o número de admiradores crescer tanto quanto seus seios nos últimos anos. A loura aplicou nada menos do que duas próteses de 1,5 litro de silicone. A primeira prótese, de 300 ml, foi colocada aos 17 anos.


- Os seios são a parte do corpo em que tenho fissura. Não sei a quantidade de silicone que vai me deixar satisfeita, mas, por mim, teria posto logo próteses de 2 litros. As pessoas elogiam - diz Sabrina, que recebeu conselho do médico de aumentar as medidas aos poucos, para evitar estrias.

Melancia já deixava os meninos de pernas bambas desde o colégio.

- Eu era a mais alta da turma, já tinha tudo grande. Os garotinhos sempre falavam que era a mais assediada, sim, mas eu colocava moral porque sempre fui a representante da turma - lembra Andressa.

Boing Boing acredita que as duas preferências já se complementam:

- Hoje em dia, os homens querem bumbuns e seios fartos.

Bem-resolvida e feliz, Melancia não polemiza. Está realizada de frente e de costas. Elogia as magrinhas e as de seios fartos, mas ressalta que é preciso cuidado:

- O importante é ter saúde e não deixar de comer para ficar magrinha.

26.7.08

Estrelas pornôs agitam festa junina

Mondo Cane acompanhou a primeira festa junina erótica de São Paulo, que reuniu caipirinhas nada bobas, como a atriz Márcia Imperador (ao lado). As fotos são do site Terra.

Não era uma festa junina tradicional. Havia a possibilidade da mulherada correr para cima dos homens depois de ouvirem o grito de "olha a cobra", já que todos os participantes da dança da quadrilha usavam trajes mínimos e eram estrelas de filmes pornô. Apesar dos festejos dedicados a Santo Antônio, São Pedro e São João acontecerem no mês de junho, a produtora Exxclusive promoveu ontem de madrugada o primeiro "Arraía do Prazer" em uma casa da Vila Olímpia, na Zona Oeste de São Paulo, com direito a brincadeiras e comidas típicas.

A barraca do beijo era uma das mais freqüentadas pelo público masculino presente no evento. As atrizes Bellinha, de 28 anos, e Patrícia Ventura, de 26, não distribuíam beijinhos no rosto ou bicotas rápidas nos lábios de seus pretendentes. Quem foi ao "arraía" podia beijar oito partes dos corpos das beldades: pé, bunda, cotovelo, peito, joelho, virilha, testa e pescoço. As opções constavam em uma roleta, que era rodada pelos freqüentadores. Assim que a roleta parava de rodar, uma seta indicava em qual local o felizardo podia estalar os lábios.

"Meu bumbum foi bastante beijado", afirmou Patrícia, com mais de 100 filmes em menos de dois anos no mercado pornográfico. Bellinha disse que, na vez dela, a roleta parou várias vezes nas opções pescoço, peito e testa. "Quando caía na (opção) testa, o pessoal podia escolher qual das duas queria beijar. Todo mundo escolhia a de baixo", disse Bellinha, referindo-se ao órgão genital feminino. Mas isso não quer dizer que a profissional, também com mais de 100 filmes no currículo em pouco mais de dois anos, tenha ficado nua na festa.

Uma outra barraca ousada era a do jogo de argolas. Os participantes tinham que arremessar as argolas para tentá-las encaixar não em garrafas, mas sim em vibradores dos mais variados tamanhos. Quem acertava os "consolos" menores recebia como prêmio camisinhas e camisetas de uma marca de preservativos. Os que tinham a sorte (?) de mandar a argola para os vibradores maiores, eram presenteados com creminhos, calcinhas cosmetíveis ou com os próprios consolos. Os prêmios eram os mesmos na barraca da pescaria, dependendo do número do peixe de plástico fisgado pela pescador.

Além das tradicionais brincadeiras, as comidas típicas das festas juninas podiam ser compradas em cinco barracas. Arroz doce, canjica, bolo de fubá e pipoca salgada, entre outras iguarias, raramente eram vistos na mão do público, que preferia desfilar pelo salão com latinhas de cerveja. As estrelas pornôs andavam de um lado para o outro em trajes típicos, mas com o mínimo de roupa. Os homens usavam chapéu de palha, mas ficavam com o peito desnudo. As mulheres também seguiam a moda caipira, mas com blusas e vestidos minúsculos que ressaltavam suas curvas voluptuosas.

A noiva da dança da quadrilha foi interpretada pela maravilhosa Márcia Imperator, de 34 anos. Curiosamente, a atriz (que fez oito filmes em quase três anos de carreira pornô) havia terminado o namoro um dia antes do "arraiá". "Meu namorado era ciumento, mas não foi por causa dos filmes (que o namoro acabou). Tive que deixar o problema em casa, pois as pessoas querem me ver alegre aqui", comentou Márcia. A calipígia Bruna Ferraz, de 26 anos (e com mais de 10 filmes em um ano), também participou da dança da quadrilha. "Foi bem comportado, não teve nada ousado", disse Bruna.

O público aprovou o "arraiá". "Essa foi a primeira festa junina da minha vida. E bastante diferente", brincou o designer Cleiton Vogel, de 27 anos, que ganhou o convite do Programa Privê da Rádio 89 FM. A atriz Leila Lopes, que debutou recentemente nos filmes pornôs, deu o ar de sua graça na festa. O ex-coveiro e ex-BBB Rogério Dragone também esteve por lá, mas disse que foi convidado por amigos e que não fará filmes pornôs. "Não tenho nada contra o pornô, mas isso fecharia para mim as portas no teatro, pois também faço peças infantis", disse Dragone, que também comentou ter interpretado um carcereiro no novo filme de Zé do Caixão, Encarnação do Demônio, que estreará nos cinemas em agosto.

"O calo da Leila apertou"

Questionada sobre o fato de Leila Lopes ter comentado em entrevista para o Boteco Sujo de que não era atriz pornô porque fez faculdade, a farta Bruna Ferraz (na foto ao lado) não se ofendeu. Bruna afirmou que a formação acadêmica era o único diferencial da ex-professorinha Lu em relação às outras atrizes que dão duro. "Ela é diferenciada mesmo", disse. Bruna não teme a concorrência com a entrada de (pseudo)celebridades no mundo pornô. "Eu acho que tá todo mundo apelando para o pornô. Cada um vê onde aperta o calo. Se for procurado (por alguma produtora), tem mais é que fazer mesmo", comentou. Para Bruna, o calo de Leila apertou porque ela estava fora da Rede Globo.

25.7.08

Exclusivo: Andréia Albertini mostra peitos novos para Mondo Cane

Dizem por aí que o Ronaldo Fenômeno conferiu esse material antes da transformação. A foto ao lado foi feita por Vinícius Pereira.

O travesti Andréia Albertini vai construindo uma pequena biografia em cima de uma confusão e outra. Na madrugada de hoje, a menina se envolveu em uma pancadaria com um médico residente em Ribeirão Preto. Os dois acabaram na delegacia e assinaram um termo circunstanciado de lesão corporal dolosa mútua.

Fazia um tempinho que Andréia não armava um barraco. Mondo Cane encontrou a “celebridade” em quatro oportunidades, sendo hostilizado pela moça em apenas uma delas. Em duas ocasiões, o travesti foi atencioso com nossa equipe. A primeira delas, em plena Parada Gay, quando mostrou seus novos peitinhos siliconados exclusivamente para o blog.

Na madrugada do mês passado, Mondo Cane encontrou Andréia fazendo ponto na Avenida Indianópolis, no Planalto Paulista, Zona Sul de São Paulo, durante a cobertura do assassinato de um travesti na região. Isso mesmo, o travesti que ficou famoso ao sair com Ronaldo Fenômeno e que, por isso, disse ter abandonado a prostituição estava fazendo ponto na rua.

"No meu último dia de trabalho na rua acontece uma coisa dessas", comentou Andréia, que voltou a prometer que iria largar a prostituição, dessa vez, ao estrear sua primeira peça de teatro profissional. "A Estrela Sou Eu" estreou na noite seguinte ao assassinato, no Espaço Cultural Bill Pizza, uma pizzaria dedicada ao público gay na Rua da Consolação, na região central de São Paulo .

Durante o bate-papo, Andréia quis ensinar Mondo Cane a escrever direito. Disse que o correto seria dizer “a” travesti e não o travesti. “Pode procurar no Aurélio, não estou inventando não”, pediu Andréia. Mondo Cane viu o Aurélio eletrônico e constatou que, pelo menos para o pai-dos-burros, travesti sempre foi um substantivo masculino. Ela também falou sobre seu filme, que depois de uma disputa acirrada entre duas produtoras acabou saindo por uma terceira.

Enquanto conversava com Mondo Cane e outros veículos de imprensa, Andréia aproveitou para sacanear alguns curiosos que paravam de carro para ver o corpo do travesti morto. “Você também quer ser entrevistado?”, perguntou a travesti para um motorista balofo, com aparência de bêbado. “Você costuma dar essa bunda gorda?”, disparou Andréia para o gordão, simulando segurar um microfone. E isso porque ela não gosta do repórter Vesgo do Pânico na TV!.